Aluno: Melina Ribeiro 13/10/2011
LABORATÓRIO DEARTE E ENSINO II - 2011/2
Prof. Celso Vitelli
1) O que seria mais importante na sua concepção de educador na construção dos conteúdos de arte – os interesses estéticos dos alunos ou os conteúdos eleitos por você como os mais importantes para um determinado grupo?
Ambos, o problema é como avaliar da mesma forma um aluno sem a intimidade estética e um com já algum domínio. Isso exigiria do professor um acompanhamento mais próximo dos alunos, saber a dificuldade de cada um deles, não sei se uma atenção suficiente em aulas de 40/50 minutos pra uma turma de 30 ou 40 alunos.
2) Como você trabalharia com crianças em relação às imagens que elas constroem nos desenhos, no quais aparecem alguns estereótipos? Quais seriam as suas orientações nesta situação?
Isso dependeria do conteúdo proposto e da etapa do projeto. No início, sem quaisquer outros exemplos é normal que a criança se prenda em seus próprios esteriótipos, mas no decorrer das atividades que buscam justamente desenvolver esse ponto de vista, se o ou os alunos continuarem presos a isso, eu adotaria uma proposta extra de remodelação das figuras já feitas, caso ainda assim continuasse talvez seria o caso de uma atenção especial e guiada sobre novas possibilidades de trabalho com o aluno.
3) Você experimentaria uma proposta de aula de Artes que você pensou para uma determinada série em outra? Por quê?
Depende das séries e depende da etapa do ano letivo. No início do ano ainda é pautável rever algumas coisas da série anterior e algumas atividades como trabalhar com materiais modeláveis independem de idade (a não ser, obviamente, das séries em que as crianças ainda não distinguem a massa de comida), o que muda é o critério de avaliação do professor. Outras atividades são complexas demais pra ser praticadas pelas séries iniciais e outras tediosas demais pras séries finais, os pequenos tem um tempo de concentração menor e de fácil dispersão, ao contrário dos mais velhos - é sempre necessário levar isso em conta.
4)Por que é importante não interromper o momento de concentração de uma criança num trabalho de artes?
Não especificamente das crianças, mas em qualquer idade ter o trabalho interrompido durante um momento de concentração pode fazer com que ele perca, depois, completamente a vontade de continuar ou esqueça o que estava fazendo, perdendo o ritmo. Por isso também é bom saber dosar as atividades no tempo das aulas, as crianças demoram mais pra se concentrar mas também se dispersam muito rápido, já para os mais velhos um período pode parecer muito pouco.
5) Quais são os critérios que você adotaria para a avaliação dos seus alunos? O que você pensa sobre a avaliação no ensino de Artes?
Eu adotaria a criação do portfólio ou a mostra no final de cada atividade ou uma aula expositiva avaliando se o aluno atingiu o objetivo proposto independente da intimidade dele com o material utilizado.
Acho que nas Artes se tem uma certa dificuldade de avaliação por existir ao mesmo tempo muito conteúdo prático e teórico aplicados juntos, exigindo do professor criatividade e objetividade nas propostas e conceitos avaliados. A qualidade estética também faz parte do universo artístico porém nem todos os alunos possuem esse domínio, tornando, talvez, uma avaliação objetiva um pouco superficial demais e uma avaliação estilística exigente demais. Saber dosar isso é o desafio desse professor.
6) As mudanças crescentes no mundo e nas nossas formas de entendê-lo devido à compreensão das tecnologias do espaço e do tempo supõe uma ameaça à estabilidade permanente do nosso conhecimento, tornando-o frágil e provisório. No que essas mudanças podem afetar o trabalho do profissional de artes?
7) Como você vê a inclusão da disciplina de Artes na interdisciplinalidade escolar?
8) Mirian Celeste Martins em seus textos sobre arte-educação usa seguidamente a expressão "sensível olhar pensante". Em sua opinião como essa expressão se relaciona com o ensino de Artes, e o que a autora quer nos dizer usando tal expressão?
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